Avaliação e Intervenção – Psicologia Infantil

3 de dezembro de 2019 0
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O primeiro ponto a ser avaliado é o diagnóstico em si. Precisamos estar atentos a qual profissional diagnosticou essa criança e as queixas apresentadas pela família e/ou escola.  Portanto as técnicas que serão implementadas servirão principalmente para que a criança se expresse, e só a partir daí nós iremos analisar, interpretar e intervir. Outro fator fundamental é que para além das atividades terapêuticas, nós precisamos apurar a nossa escuta e nossa atenção a expressividade do brincar daquele pequeno paciente. Seja qual for a atividade, lembre-se de trazer a criança para o momento presente, tenha paciência  e converse muito. Para conseguirmos obter uma avaliação do nosso paciente, se faz necessário não só uma avaliação cognitiva, mas também se faz necessário avaliar os aspectos comportamentais e emocionais. Incluindo avaliação da atenção, avaliar como é o processo de aprendizagem da criança na escola, a leitura, escrita, outras habilidades específicas; bem como aspectos relacionados a comportamento apresentados em casa e na escola. Não adianta ter boas ferramentas se o psicólogo não sabe usá-las. Então, é preciso saber como utilizar cada um dos testes psicológicos disponíveis, buscando compreendê-los integralmente, considerando todo processo de aplicação, correção e interpretação, assim como seus estudos psicométricos e embasamento teórico. Seguindo essas etapas, será possível identificar o teste mais adequado para cada avaliação psicológica. De acordo com a padronização proposta pelo SATEPSI, os tipos de testes psicológicos podem ser: Escalas; Inventários; Questionários; Métodos projetivos/expressivos. Os principais testes psicológicos utilizados na avaliação psicológica infantil são: CAT-A, HTP, EPQJ, R-2, BENDER, TNVRI, DFH, TONI-3, entre outros. No entanto, segue algumas dicas de possíveis intervenções:

✔ Jogo do rabisco de Winnicott: é uma técnica projetiva que permite analisar o pensamento da criança através de um conjunto de traços (rabiscos).

✔ Baú dos segredos: é só confeccionar uma caixa junto com a criança e discutir o que ela quer colocar dentro. A idéia é que esses “segredos” se tornem “tesouros” no processo terapêutico.

✔ Sair das quatro paredes: fazer uma sessão fora do consultório em locais seguros e que permitam brincar pode colaborar para que a gente possa ter uma visão mais ampliada do caso.

✔ A caixa de Areia é um método terapêutico baseado nos conceitos psicológicos de Jung, onde A criança encontra um ambiente propício para entrar em contato com sua imaginação e com seus próprios recursos internos, para que estes o conduzam a um processo de transformação.

É normal que o paciente apresente falta de interesse em alguma atividade, nesse momento nós devemos interpretar, questionar e propor novos caminhos. Planeje-se sempre, isso vai evitar surpresas. E não se esqueça de estudar e buscar supervisão sempre. O fundamental é que você se conecte com sua criança interior e divirta-se também. Sempre cuidando para que a ansiedade do caso não seja a sua. A idéia aqui é ajudar com algumas idéias  e sugestões. Mantenha-se sempre atualizado essa é a minha melhor dica!

Simone Mendes – psicóloga, especialista em TCC e cuidado infantil.


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