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15 de novembro de 2019 Sem categoria0

Como já mencionei,  na primeira consulta é super natural que a criança esteja insegura, com medo e um pouco resistente. Nesse primeiro contato é fundamental deixá-la a vontade para que possamos conhecê-la melhor e conquistar a confiança dela. Quando uma criança chega na terapia, muitas vezes tem dificuldade de entender o que é um terapeuta e o que será feito naquele espaço. Por vezes acredita que aquele espaço é meramente recreativo ou pode até entendê-lo como algo assustador em função de que ali serão abertas suas intimidades e dificuldades, daí a importância de desmistificar o que as crianças pensam sobre a primeira consulta com o psicólogo. Além das dicas que já passei em nosso 5° e  9° dia de transmissão, costumo utilizar também o livro “O Primeiro Livro da Criança sobre Psicoterapia” de Jane Annunziata e Maria Adriana Veronesi. Neste livro, são discutidas perguntas e preocupações que as crianças e seus pais e responsáveis têm sobre psicoterapia. O texto reflete a abordagem psicodinâmica à ludoterapia. Totalmente ilustrado, que estarei disponibilizando em PDF pra vocês. Outro livro que gosto muito de usar, em minhas consultas iniciais, é o livro “Por que vou a terapia?” de Marina Gusmão Caminha e Luciana Tisser, comercializado pela Sinopsys. Só que este é mais voltado para os fundamentos da terapia cognitivo-comportamental (segue foto em anexo). Esses livros, além de trazer material explicativo, também se propõe a ser interativo e podem ser lido em etapas, de forma que cada parte seja trabalhada com a criança a partir de suas próprias vivências, sentimentos, pensamentos e comportamentos. Este último, ainda dispõe de formulários digitais. E aquelas crianças que não querem entrar? Com essas crianças, costumo utilizar o cubo mágico. Esse recurso, torna seu atendimento inicial muito mais divertido dizendo: “vem entra comigo que vou te mostrar uma mágica!”  Você pode utilizar esse recurso também, para ensinar a mágica para que a criança possa ganhar um Ibope e mostrar para os colegas, e ainda como recompensa, onde a ela só vai aprender a mágica depois que cumprir algum critério de melhora do comportamento. (Segue vídeo explicativo de como fazer a mágica e o contato da pessoa que personalizou o cubo pra mim). No caso das crianças que não querem falar nada, costumo utilizar o jogo de cartas “conversinha”, que é um material lúdico, que além de ser uma forma de interação positiva entre criança e terapeuta, também introduz a criança na linguagem e nos assuntos de interesse da psicoterapia. Gosto muito do jogo e super recomendo!😊

Simone Mendes – psicóloga, especialista em TCC e cuidado infantil.


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12 de novembro de 2019 Sem categoria0

Existem brinquedos para faixas etárias diferentes, isso não significa que não possamos fazer adaptações. O brinquedo pode exercer diversos papéis na vida da criança… Pode representar um objeto de apego (ursinhos, bonequinhas, etc).  Pode proporcionar a socialização, pois ao compartilhá-lo a criança aprende a dividir o que é seu e cuidar do que é do outro. Pode contribuir para a fantasia e o mundo da imaginação em brincadeiras coletivas ou individuais. Pode também ajudar no desenvolvimento da organização, pois ao recolher e guardar é possível trabalhar este ponto. Pode proporcionar um momento de respeito às regras, se utilizado para jogos. Enfim, através do brinquedo e do brincar temos um rico momento de observação infantil. Criar também um ambiente, onde a criança possa confeccionar o próprio brinquedo desenvolve a criatividade, estimula a participação, promove a interação com o ambiente e com o terapeuta. No entanto, se faz necessário destacar os estágios do  desenvolvimento cognitivo proposto por Piaget (2004), na qual considera-se importante para compreensão de como percorre a aprendizagem, pois seguem um processo que se dá de modo gradual por meio da adaptação/equilibração, assimilação e acomodação, conforme segue:

✔Jogos de Exercícios (período sensório motor – 0 a 2 anos): Esse período é de suma importância para o desenvolvimento cognitivo da criança, embora não venha acompanhada por palavras verbais. Essa fase consiste na repetição da ação de forma generalizada, sem representação. E diante de meus estudos cito alguns exemplos interessantes dessa fase, como: sugar, sacudir, balançar, jogar o objeto.

✔Jogos Simbólicos (período pré-operatório – entre 2 a 7 anos): Esse período consiste numa atividade real do pensamento, essencialmente egocêntrico, um modo particular de olhar o mundo, sendo representada pela imitação e imaginação, caracterizada pelo faz de conta. Não existe submissão ou regras rígidas, a criança usa a sua criatividade de forma espontânea. Nesse sentido, com base nos estudos, a linguagem intervém no pensamento imaginativo, tendo como instrumento a imagem ou símbolos. Seguem alguns exemplos: jogo de boneca (o), brincar de casinha, fazer comidinha, ou seja, imitar/representar outra pessoa, que pode ser os próprios pais, médico, professor ou policial; sendo o que vale é a imaginação da criança e deixar fluir, pode ser algo que ela admira ou deseja ser no momento.

✔Jogos de Regras (período operatório – 7 a 8 anos): Nessa fase as regras orientam as suas ações, limites, o modo de jogar, respeito mútuo, memorização, socialização, assim como o pensamento individual de elementos coletivos se faz presente na regra do jogo nessa fase, como por exemplo: jogar xadrez, dama, bolinha de gude, quebra cabeça, jogos com regras, entre outros.

Recordo-me de ter estudado a teoria de Piaget, no curso de Psicologia e, confesso que não tinha muito apreço pela sua teoria, pois tinha interesse em outras abordagens, porém no decorrer curso da minha prática, minha visão foi se modificando, despertou-me o interesse e tive a oportunidade de obter maior compreensão, mediante estudos, discussão, fórum e sugestões de leituras sobre o seu pensamento referente ao desenvolvimento e os processos da aprendizagem humana. E após pensar muito, pude perceber o quanto este autor contribuiu para o meu conhecimento enquanto pessoa e profissional em constante transformação/movimento em busca do saber rumo a minha formação. Piaget nos deixou um material riquíssimo que é seu acervo-material, nos ensinando desde o princípio os seus conceitos na construção do conhecimento de muitos na área da educação e outras áreas afins. Visto que é considerado o precursor da teoria construtivista, por explicar como se dá o processo da aprendizagem humana. A atividade lúdica é outra forma de comunicação, que por vezes a criança não consegue expressar por meio de palavras, porém por meio das brincadeiras lúdicas a criança pode manifestar os seus sentimentos, seus medos, suas angústias e fantasias. O lúdico proporciona um momento único ao sujeito, seja com crianças ou adultos, as atividades são sempre muito prazerosas.

Simone Mendes – psicóloga, especialista em TCC e cuidado infantil.


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8 de novembro de 2019 Sem categoria0

É através do brincar que acessamos os conteúdos internos de uma criança. E quando nos propomos a atender uma criança, devemos nos perguntar se teremos condições de oferecer um espaço propício para isso. Sabemos que as crianças não expressam seus sentimentos e emoções como fazem os adultos, elas verbalizam menos e tem outras formas de comunicações. Por esse motivo, o atendimento à elas é feito de forma lúdica, ou seja, “brincando” (desenhos, jogos, massinhas, etc.). O diálogo promovido através do brincar diferencia a criança do seu mundo concreto e a leva até a mais profunda imaginação e simbolismo. Nenhuma criança brinca por brincar. Nas brincadeiras e jogos, as crianças expressam o simbolismo daquilo que lhes é impedido de falar. Eis que o lúdico na psicoterapia infantil favorece vias de comunicação e abre caminhos para  expressar o que  a criança está sentindo. Na psicoterapia, os jogos e brincadeiras são utilizados como instrumentos para promover uma intervenção mais saudável e menos diretiva, além de um caráter potencializador, clínico e criativo. Durante a intervenção lúdica, é possível que a criança alcance a esfera dos encobrimentos e das invisibilidades do seu interior que ultrapassam a consciência, experiências que abrem portas à superação da fragilidade e que fortalecem a mobilização de vínculos mais profundos. A intervenção através da ludoterapia é de grande importância na clínica, pois a partir do brincar a criança transcende uma ação e eleva o contato afetivo a um patamar mais sólido e envolvente em relação ao seu existir. Toda brincadeira estimula a capacidade de desenvolvimento mais saudável, sendo fundamental para a superação de vários aspectos do mundo infantil. Os jogos proporcionam interação, são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo como memória,  linguagem, atenção, concentração e percepção. Isso, além do desenvolvimento motor, psíquico e emocional. Atualmente existem diversos recursos que possibilitam o trabalho no ludodiagnóstico, mas você não precisa dispor de todos eles para iniciar a sua prática clínica com crianças, o importante é que a escolha dos materiais e do ambiente pelo psicoterapeuta seja cuidadosa, permitindo que a criança exponha a sua realidade psíquica. O seu papel é fundamental na escolha do material e ambientação do espaço no processo ludodiagnóstico. Pois, esta escolha, feita adequadamente, estimula a criatividade da criança, a expressão de seus conteúdos internos de forma livre e a exposição de conflitos e fantasias. O que viabiliza um espaço facilitador para a ressignificação de conteúdos durante o processo. Além disso, use e abuse da sua criatividade! É possível confeccionar recursos maravilhosos no dia-a-dia da nossa prática clínica infantil.

Simone Mendes – psicóloga, especialista em TCC e cuidado infantil.


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6 de novembro de 2019 Sem categoria0

Em qualquer forma de psicoterapia, a intervenção com os pais de um paciente-criança é algo inerente ao processo psicoterápico. Não somente para a avaliação do caso, o acompanhamento dos pais, de suas estratégias de educação, suas crenças e sentimentos sobre o problema do filho são salvos de atenção por parte de psicoterapeutas preocupados em garantir um atendimento global e efetivo a seus clientes. (Caminha, Pelisoli, 2007). Em virtude de, não raramente, o sintoma apresentado pela criança ser consequência de problemas do ambiente familiar, questões referentes à falta de manejo com crianças, à falta de informação, de limites e principalmente as expectativas irreais dos pais em relação ao comportamento de seus filhos, são muito frequentes. O treinamento de pais é muito utilizado em tratamento de crianças com problemas de comportamento, como birras, agressão e desobediência excessiva. Entretanto, tem ocorrido aplicação em outros casos, que apresentarem dificuldades psicológicas, além de poder ser incorporado em muitos programas de tratamento. Quando os pais não estabelecem os limites educacionais, acabam naturalmente reforçando o comportamento inadequado do seu filho. No treinamento com os pais, cabe ao terapeuta não apenas auxiliar na identificação dos comportamentos-problema e na aplicação dos limites educacionais, mas também evidenciar os comportamentos positivos da criança, que muitas vezes, são desconhecidos pelos pais. A aprovação de comportamentos saudáveis é essencial para a criança compreender suas habilidades e talentos, auxiliando na construção da autoestima e autoconceito. Em suma, precisamos buscar o envolvimento dos pais no processo psicoterápico, utilizando a nossa empatia, clareza, objetividade e, sobretudo, acolher esses pais que muitas vezes carecem de um modelo, para conseguirem reorganizar problemas de relacionamento com seus filhos. Segue algumas posturas íntimas que podem auxiliar na orientação dos pais em como auxiliar seus filhos:

✔ Mostre ao seu filho como ter sucesso. As crianças aprendem observando os outros, especialmente os pais. Seja um modelo positivo para o seu filho e mostre a ele como enfrentar e lidar com situações difíceis, em vez de evitá-las.

✔ Compreenda que seu filho tem um problema e precisa da sua ajuda.

✔ Seja paciente! As mudanças levam tempo, então não espere mudanças imediatas. Recompense o sucesso e lembre-se que recaídas temporárias são comuns.

✔ Incentive-o a tentar! Encoraje seu filho a continuar tentando e a não desistir.

✔ Observe o que ele faz.

✔ Recompense e elogie seus esforços. Recompensas não precisam custar dinheiro. Negocie com seu filho as coisas que serão um privilégio especial, como deixá-lo ficar acordado até mais tarde, passar mais tempo no computador, convidar um amigo para dormir na sua casa, um passeio, uma sessão de cinema em família, etc.

✔ Converse sobre o que ele faz, para que se sinta apoiado e compreendido.

Apoie seu filho e ajude-o a superar seus problemas!

O processo de orientação de pais é um processo de psicoeducação e vamos aprendendo com eles novas formas de educar e tornar prazerosa a relação entre pais e filhos. Minha ideia aqui foi dar algumas dicas que tenho usado ao longo desses anos de clínica e orientação.

Simone Mendes – psicóloga, especialista em TCC e cuidado infantil.


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4 de novembro de 2019 Sem categoria0

Para a terapia infantil ser efetiva, os pais e o terapeuta precisam andar juntos, falar a mesma linguagem e construir uma relação de parceria. Quando os pais se envolvem com o processo terapêutico dos filhos, o trabalho tende a fluir de uma forma muito mais eficaz. Mas como ter esse envolvimento dos pais no processo, se muitas vezes a principal dificuldade é justamente em lidar com eles? Estamos falando de uma relação muito importante para o nosso trabalho e para o desenvolvimento dos pequeninos com os quais trabalhamos. E como toda relação, precisa de cuidado e investimento. O contato contínuo com os pais propicia que estes se apropriem do processo terapêutico dos filhos, podendo acompanhar o progresso e a evolução, dando ao psicólogo feedbacks que subsidiarão a sua intervenção. Devemos criar um espaço de escuta para os pais, onde as questões individuais e familiares possam ser trabalhadas, colaborando para a melhora dos filhos. Não se trata de psicoterapia para os pais, mas do acompanhamento familiar visando o progresso terapêutico da criança. Havendo a necessidade de atendimento psicológico dos pais, o psicólogo os encaminhará para outro profissional. É importante que os pais tenham a segurança de que a qualquer momento podem interpelar o profissional, seja para esclarecimentos, pontuações ou recombinações. É importante manter os pais informados sobre o processo terapêutico do seu filho. Cada profissional deve buscar a melhor forma para se comunicar com os pais. Muitos profissionais sugerem que a cada quatro encontros com a criança, deve-se marcar  uma sessão com os pais para contar a evolução dos atendimentos e ouvir como a criança está se comportando em casa. Na verdade, durante o processo psicoterapêutico essa participação pode ocorrer de diversas formas, com encontros semanais, quinzenais ou mensais; com entrevistas com pai e mãe juntos; com entrevistas só com o pai ou só com a mãe, ou mesmo com outro familiar cujo vínculo seja significativo para o paciente; com atendimento conjunto da criança com ambos os pais, ou com um dos pais. Não existe pré-definido, existem muitas possibilidades que vão sendo construídas conjuntamente pelo terapeuta, pelo paciente e pelos pais. O importante é criar um vínculo com a família do seu paciente. Costumo dizer aos pais dos meus pacientes, que o meu trabalho só funciona com o apoio e a parceria deles. Não existe terapia infantil sem a participação da família e da disponibilidade desta de abrir e, às vezes, modificar algumas características da dinâmica familiar. Portanto, em nossa prática clínica cotidiana, devemos buscar formas de melhor oferecer esse atendimento e incluir os pais no processo terapêutico.

Simone Mendes – psicóloga, especialista em TCC e cuidado infantil.


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31 de outubro de 2019 Sem categoria0

Quando uma criança chega em nosso consultório de psicologia, normalmente presumimos que ela apresenta problemas que têm uma explicação psicológica. Existe uma preocupação, que pode se expressar por meio de uma pergunta muito vaga: “Será que meu filho tem algum problema psicológico?” Por certo, o psicólogo precisa de mais dados sobre o caso para desdobrar a pergunta vaga de um leigo. Esse exemplo é de um caso muito simples, mas demonstra que o psicólogo precisa de mais dados para que as questões iniciais sejam precisas, podendo, então, formular suas hipóteses.

O esclarecimento e a organização das questões pressupostas num encaminhamento são tarefas de responsabilidade do psicólogo e algumas ações podem ser indicadas já ao final da primeira consulta. Se a criança apresentar algum sintoma, como dificuldades na fala, problemas de visão, problemas de audição, automutilação, tentativa de suicídios, dores, distúrbios psiquiátricos e neurológicos, entre outros, devemos indicar alguma atividade ou até uma consulta com outros profissionais de saúde para complementar o tratamento e a avaliação do nosso paciente. Às vezes, se faz necessária a atuação de uma equipe multidisciplinar, com neuropediatra, fonoaudiólogo, psiquiatra e psicólogos para ajudar as crianças em suas dificuldades. Não podemos achar que podemos dar conta de todos os problemas e dificuldades das crianças, precisamos reconhecer as nossas limitações e fazer os encaminhamentos necessários. Para que possamos fechar o diagnóstico de um problema de uma criança, devemos levar em consideração vários fatores.

Simone Mendes – psicóloga, especialista em TCC e cuidado infantil.


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29 de outubro de 2019 Sem categoria0

Essas visitas são realizadas somente se houver o consentimento da criança e de sua família, assim como autorização da direção. A escola tem uma importância significativa na vida da criança, pois é nesse novo grupo social, composto por diversas relações humanas que ela constitui uma nova rede de significados. A compreensão das relações de uma criança com os professores, colegas e outros profissionais da escola ampliam o olhar do psicólogo sobre ela. A relação dos pais com a escola e a expectativa que estes revelam sobre a instituição ampliam também o entendimento que o psicólogo tem da dinâmica familiar. Como já disse em outros momentos, o atendimento infantil tem muitas peculiaridades. Em algumas ocasiões, se fará necessário fazer uma visita escolar para compreender como a criança se comporta na escola e caso a queixa tenha partido da escola, perguntar e explorar junto com os profissionais da educação qual a melhor estratégia para ajudar a criança. Na visita escolar, ainda teremos a excelente oportunidade de divulgar o nosso trabalho e mostrar nosso comprometimento e dedicação com as nossas crianças.

Simone Mendes – psicóloga, especialista em TCC e cuidado infantil.


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27 de outubro de 2019 Sem categoria0

Lembrem-se que brincar é algo sério. No primeiro encontro com a criança, devemos apresentar a Caixa Lúdica. É neste momento que o manejo clínico do Psicólogo é fundamental, pois é brincando que a criança consegue demonstrar comportamentos e angústias, medos e agressividades, simpatia ou antipatia, são os jogos e regras que nos dará uma noção inicial de como a criança enfrenta os limites, se é competitiva, pró ativa, reativa e muitos outros conteúdos inconscientes que não teria como listar. Segundo Winnicott (1997 p. 80): “é brincando e somente brincando que o indivíduo, criança ou adulto é capaz de ser criativo e usar completamente sua personalidade”. A caixa lúdica deve conter materiais pequenos para que a criança possa manusear com facilidade, mas não tão pequenos que ponham em risco a vida das crianças. Devemos fazer uso de materiais estruturados (miniaturas, brinquedos) e materiais não estruturados (que possibilitam a criação). Mas devemos ter cuidado para que os brinquedos sejam miniaturas que fazem parte da realidade. Segundo AFFONSO (2012, p.72) os materiais recomendados para uma cultura urbana brasileira são:
Brinquedos de materiais estruturados: família de animais domésticos e selvagens, família terapêutica – família de bonecos; equipamentos de cozinha, telefone, casinha com quarto, cozinha, banheiro e sala; posto de gasolina; carrinhos; bola; armas de brinquedo; de enfermagem ou ferramentas; entre outros.

Brinquedos de materiais não estruturados: pincel, tesoura, borracha, lápis colorido, papel colorido, lápis preto, apontador, vila, fita adesiva, massa de modelar, tinta guache, barbante, papel ofício, brinquedos de construção, entre outros.

Ao iniciar a sessão podemos dispor os brinquedos em cima da mesa (retirando-os da caixa) e solicitar que a criança escolha com qual brinquedo ou jogo deseja brincar. Outra possibilidade é deixar que a própria criança retire os brinquedos da caixa sozinha, o que pode causar certa inibição no início das sessões. A escolha do brinquedo é muito importante e a organização da caixa também, pois diz muito a respeito de como a criança está estruturada internamente naquele momento.

Simone Mendes – psicóloga, especialista em TCC e cuidado infantil.


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25 de outubro de 2019 Sem categoria0

A preparação da criança para a primeira consulta de psicologia é algo que deixa os pais, muitas vezes, bastante aflitos. Sendo assim, se faz necessário nas consultas iniciais, orientar os pais que é preciso explicar à criança, não só o que é um psicólogo, mas também pedir que a comunicação com o filho seja simples, usando palavras fáceis e adequadas à idade da criança, sendo honestos e sem demostrar ansiedade. É muito mais fácil aceitar um tratamento, se temos clareza do que vamos encontrar pela frente. Dizer que todos enfrentam problemas e que existe um profissional chamado psicólogo, que pode nos ajudar a resolvê-los, é fundamental para essa compreensão.

Os pais precisam explicar que o Psicólogo ajuda as crianças a conhecerem suas preocupações e seus sentimentos. É possível que a criança pergunte quem é o psicólogo. Deve-se dizer o nome e explicar às crianças que os psicólogos são diferentes dos professores ou dos médicos. Nas consultas de psicologia, a criança brinca, faz desenhos e conversa sobre tudo o que quiser com o psicólogo. Poderá acontecer de a criança perguntar se vai estar sozinha ou com os pais. Mais uma vez, os pais devem comunicar honestamente com a criança e informá-la que às vezes os psicólogos falam com os pais para que as crianças melhorem mais rápido e para que os pais saibam o que fazer quando as crianças na hora dos comportamentos inadequados. No entanto, as sessões são com criança, e elas vão brincar, desenhar e conversar. Se surgir qualquer outra questão, os pais devem dar sempre prioridade à comunicação simples e verdadeira como forma de esclarecer a criança e reduzir ansiedades. O psicólogo infantil não é nenhum bicho de sete cabeças e os pais precisam estar certos disto para não criar um bloqueio na criança. É o seu papel reforçar essa questão com os pais!

Simone Mendes – psicóloga, especialista em TCC e cuidado infantil.


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23 de outubro de 2019 Sem categoria0

A dica de hoje é um livro que costumo indicar para os pais em minhas primeiras sessões, “Operação Pais Sempre: uma missão que não pode parar“, também de Vanina Cartaxo e comercializado pela Sinopsys. No momento que nos tornamos pais e mães, recebemos a maior das alegrias e o maior dos presentes. Um sentimento forte de amor que nos envolve para a vida toda. É esse sentimento que nos torna fortes e capazes de vencer todos os desafios que a educação nos coloca. Desafios que nos proporcionam vencer e a conquistar vitórias, pois os pais nunca devem desistir de seus filhos mesmo diante das dificuldades na educação. Educar é ter amor, paciência e confiança em saber que a semente que está sendo plantada e cuidada, lhe dará lindos e bons frutos. Esse livro é escrito em forma de quadrinhos para os pais que procuram os melhores caminhos para seguir diante dos impasses e dos apuros que super mamães e super papais passam e trabalha com seriedade temas como diálogo, referência, rotina, regras, birras, disciplina entre outros que são tão importantes e ao mesmo tempo preocupantes, de uma forma mais descontraída e que instrui os pais para um modo mais suave e preciso de educar. Ele permite que os pais reflitam sobre suas próprias atitudes respondendo às perguntas relacionadas às ações e ajudando na prática com a elaboração de quadros de atividades, rotina e metas. Um livro para todos que amam suas crianças e se preocupam com sua formação, pois a missão de educar não pode parar nunca! Vou citar aqui, alguns pontos que considero importante trabalhar com os pais:
* Qual tipo de modelo você quer ser para seu filho?

* Como você exerce sua autoridade como pai/mãe?

* As comparações podem fazer do seu filho um adulto inseguro?

* Você dispõe de qualidade de tempo com seu filho?

O treino de pais é um recurso aplicado na abordagem cognitivo-comportamental como ferramenta para ampliar o repertório dos pais no que diz respeito ao manejo da educação. Os pais precisam se comprometer e participar de forma ativa no processo do construção única de seu filho. Educar não é uma tarefa simples: exige dedicação constante, paciência, insistência e persistência.

Simone Mendes – psicóloga, especialista em TCC e cuidado infantil.


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